Porto Alegre e a primeira vez no Airbnb

20:43


Um minuto de silêncio pela minha foto radical no Parque da Redenção pilotando um... ganso-cisne-pato-marreco? Ok, sigamos. Viajei para Porto Alegre em setembro de 2015 e por azar (que depois virou sorte) estava rolando um concurso público na cidade. O resultado? Zero vaga em hotel, hostel, pousada, não conhecia ninguém na cidade e só havia até então uma possibilidade: motel. Pensei logo no baixo astral que esses lugares tem (sempre acho que alguém se matou ou traiu nesses lugares, dá agonia) e na energia negativa-baldeada que isso ia me causar durante a viagem, ou seja, bateu o desespero. 

Então me veio a ideia de testar uma hospedagem pelo Airbnb (esse link aí foi de onde fiquei). Rapaz, perfeito! A anfitriã super educada, a cama parecia uma nuvem fofinha e de quebra o apartamento era lindo e tinha dois gatinhos que por causa do frio, dormiam esquentando meus pés. Outra energia! A localização era muito boa, foi tudo tranquilo com pagamento, entrega da chave e em nenhum momento tive minha privacidade invadida. 

Ao chegar no apartamento, super cansada, encontrei uma cartinha super carinhosa da anfitriã, dando todas as dicas de passeio pelo bairro (Independência e bem pertinho do Parcão) e pela cidade. Fez toda a diferença! Acho um saco a impessoalidade dos hotéis e o cheiro de produto de limpeza que fica impregnado nas fronhas e toalhas. Gosto de sentir o cheiro das casas (e principalmente depois de ter a minha casa, essa mania se acentuou mais). É legal entrar num lugar e perceber ele como um todo, com alma!


Não recordo muito bem a ordem dos passeios dessa viagem, mas sei que em um dos dias logo depois de visitar a Casa de Cultura Mário Quintana fui caminhando até a Usina do Gasômetro. Ver o pôr-do-sol lá me deixou com uma sensação tão boa! Mas mais uma vez o medinho: sabia que tinha que "subir" sozinha até o centro (fiz tudo a pé mesmo) e logo depois que o sol me deu tchau eu dei uma carrêra grande para pegar o táxi e voltar para onde estava hospedada. É estranho, eu tenho uma sensação de quase-assalto todo o tempo e espero parar mais isso nas próximas viagens, desencanar um pouco.

Circulei mais pela área central de Porto Alegre e dei sorte de chegar lá justamente quando estava rolando a Semana Farroupilha. Se for comparar a estrutura da festa seria tipo o Maior São João do Mundo, aqui em Campina Grande, com a (nada) sutil diferença de que lá eles levam muito a sério essa coisa da tradição. São extremamente conscientes da importância histórica da data e se você perguntar a cada pessoa, pode se preparar que vai ouvir tudo bem direitinho.  

Nos outros dia assisti a uma peça de teatro, fiz um curso rápido (um dia só) de publicidade, comprei casacos aos montes (achei super barato) e comi bastante! Gostei muito da cidade, uma pena não ter levado máquina nenhuma para fazer fotos bonitinhas. :( Só tem essas imagens fubecas de celular. Ah, quanto aos parques eu curti muito. São bem organizadinhos mas confesso que meu complexo de "vou ser assaltada a qualquer momento" me fez achar que os locais às vezes são bem esquisitos. De todo modo vez em quando passava alguém e eu 100% matuta pedia para tirar fotos minhas. Olha aí que linda essa pose de espantalho, hahaha! 


Diquinha #Coidipobi
Visitei o Mercado público de Porto Alegre mas confesso que fiquei um pouco decepcionada, achei que ia ser tão interessante quanto o de São Paulo. Com banheiro a R$ 0,50 (ô, gente! É ponto turístico, desnecessário!) e nenhum sanduíche com as especiarias vendidas no mercado, meu coração ficou arrasado de cara. Putz... Por um minuto bateu a decepção mas fiz uma gambiarra que recomendo: pra fugir do PF com batata frita, carne vermelha e sanduíches que são a mesma coisa em qualquer lugar do universo vai a dica bem 'cafuçal', anota aí!

Compra R$ 1,50 de pão nas padarias do mercado mesmo e fazer a festa nas bancas que vendem as especiarias (montão de coisa típica, banquinhas que são super lindas e com cada coisa deliciosa de fazer gosto). Depois é só sentar num bar, pedir garfo e faca e uma cerveja Polar. Pronto, gostinho de mercadão ok! :) Na moral, detesto ir pra um lugar e não sentir o gosto dele.

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