Eu ainda não superei: um verão old school em Alagoas!

21:16



Nada de baladas, restaurantes requintados ou passeios chiques. Eu tô falando de dividir o quarto com uma tuia de gente (a turma mais animada da vida!), muito colchão espalhado pelo chão, protetor solar comunitário, sair para comer e voltar pra casa para... comer também! Foi reviver a adolescência, levar mais de uma semana de vida mansa, tomar cerveja de 10h numa quarta-feira e não sentir peso na consciência, ficar bronzeada, ingiá os dedos na piscina (de manhã, de tarde e de noite) e sentir uma alegria inexplicável ao ver todos os biquínis, toalhas e cangas estendidas no varal... enfim, farofar sem limites!


O Verão em Alagoas, mais especificamente em Barra de São Miguel, foi um dos mais divertidos que já tive e me relembrou muuuuito uma fase da infância e quase-adolescência, quando toda a minha família viajava para a AABE (em João Pessoa) e passava um mês com uma única preocupação: ser mundiça e farofar! Tô escrevendo essa postagem e tendo um princípio de faniquito, sério! A praia é linda, é calma e fica bem próxima de outros roteiros, por isso aproveitamos ao máximo as visitas nos points vizinhos, como a Praia do Francês, Praia do Gunga e o simpático centro histórico cidade de Marechal Deodoro.


Viajamos pra lá no dia 15 de janeiro, eu mal tinha chegado da Argentina mas só fiz lavar as roupas e #PartiuAlagoas! Foi uma coisa muito mágica pois conseguimos reunir pessoas tão diferentes mas tão iguais nas besteiras, vontade de avacalhar e aproveitar a vida, hahaha!


Tinha mais gente na casa (a incluir meus pais, os pais super-jovens-baladeiros de Olívia e dona Raquel e Seu Galego, os melhores anfitriões), mas devo destacar a participação especial dos Big Brothers da Barra: eu,  Maria Olívia (oi, best & melhor piadista), Rafael (o fitness), João Henrique (a pessoa que te faz viajar uma semana em dois dias), Karol (melhor reencontro da infância ever!), Lidiane (oi, sister!) e Carlos (cunhado cafuçu).

Passeios que não podem faltar

Farofaquáticos
Logo nos primeiros dias nos dedicamos a fazer passeios farofaquáticos, ou seja, aqueles passeios cafuçus que a pessoa tem vergonha de fazer na cidade que mora (ou nas redondezas) mas basta viajar para um pouquinho mais longe e pronto, você é a Queen of Cafuçagem pois está crente que ninguém está vendo as presepadas. Primeiro, o barco à vela na praia do Francês não pode faltar! Você pagará incríveis R$ 10,00 (por pessoa) e vai ter um passeio delicinha, se sentindo Ruth e Raquel em Mulheres de Areia.


O disco! Em que consiste o disco? Uma imensa bola de plástico que é puxada e a única e total intenção da galera que te puxa (funciona similar a um peão rodando, sendo que na água) é te ver chorando e rindo ao mesmo tempo ao cair em alto mar. Recomendadíssimo, voltaria mil vezes! Investimento: R$ 20,00 por pessoa! E para encerrar, passeio de caiaque (R$ 20,00 por 40 minutos) e passeio na banana (R$ 20,00). Batemos pontos em todos eles com sucesso!

Ruínas do leprosário
Não e um passeio que você diga "Nooossa, mas que coisa tão alto astral", mas o lugar é bonito, uma pena que esteja literalmente caindo ao pedaços. É uma construção do século XVIII e por guardar tantas histórias, ficamos na curiosidade para ver tudo de perto. As ruínas do Leprosário ficam na praia do Francês e eu recomendo fortemente que você não vá lá sozinha: além da energia negativíssima, é um pouco perigoso.


Tem muitas lendas envolvendo esse local: que tem malassombro, que o local esconde um túnel que vai até a cidade de Marechal Deodoro e tem informação de que essa estrutura foi construída pelos franceses como estratégia: para afugentar invasores, espalhar a ideia de que a região teria leprosos, assustaria os inimigos.



Píer na Chácara São José
Desde que coloquei os pés pela primeira vez aí (foi em 2015), senti uma energia muito boa, uma calma sem igual. Dessa vez estive lá duas vezes e por mim iria todo dia só pra ficar sentada e balançando os pés na água! O lugar é a Chacara's Bar e Restaurante São José, um recanto super simples mas que tem um píer legal, dá para comprar picolé, lanches e ficar ouvindo música e vendo o pôr do sol.


O bar e restaurante funciona pela manhã, mas das vezes que fomos preferimos ir à tardinha, para curtir o sol mais brando enquanto ficávamos deitados e sentindo o balançar da estrutura de madeira (e que mexe bastante quando passa um barco ou uma lancha!).


A temperatura da água, o barulhinho dela batendo nas estacas, vendedores de ostras que cortam a superfície quando passam remando, o barulho distante e quase imperceptível dos carros passando na ponte... muito, muito bom!


Para chegar até lá é bem fácil: saindo de Barra de São Miguel, basta seguir pela rodovia AL-101, sentido praia do Gunga. Antes de uma ponte (essa que aparece nas fotos e gif acima), é só pegar à esquerda e tudo certo! Não tem muitas placas de sinalização mas a maior parte dos moradores sabe indicar o caminho.

Mirante do Gunga
É um passeio turístico que não pode faltar e é bem simples: basicamente subir muitas escadas para ver um mar de coqueiros e ficar bestinha pensando no quando o mundo é grande. Para ter acesso ao Mirante do Gunga é preciso pagar uma taxa de R$ 2,00, encarar a altura e as escadas e lutar fortemente por um espaço para tirar foto. Principalmente nos fins de semana o local é lotado!


Para quem não tiver com muita pressa, acho que é uma boa ficar por lá e experimentar a culinária do restaurante que fica na base do mirante, e bem  próximo de lá há uma feirinha de artesanato (mas estávamos bem Velozes & Furiosos e acabamos não indo olhar as coisas).


Villa Niquim: gastronomia e lugar aconchegante
No coração de Barra de São Miguel está a Villa Niquin, um espaço bem bacaninha que é o point do pessoal durante à noite! Além de lojas de roupas, itens de praia e calçados, a Villa tem opções de gastronomia bem interessantes. O preço de alguns locais não é muuuuito convidativo (mas nem se preocupe pois ao redor de lá tem açaí, toda qualidade de pastel e lanches em geral), mas o ambiente é super aconchegante! Rola muito de comprar o lanche em outros locais e levar pra lá e ficar jogando conversa fora.



Durante o Verão rola muito shows por lá (esse ano teve Diogo Nogueira, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho) e por falta de planejamento e outras coi$as, acabamos não indo. Ah, e foi na Villa que nós tivemos a brilhante ideia de fazer o Réveillon Fora de Época: simplesmente saímos todos de branco e fomos comemorara chegada do ano novo... na segunda quinzena de janeiro! Hahahahaha! Ô, minha gente... que aperto no coração e saudade dessas presepadas!


A Villa é ótima para crianças! Lá eles tem um circuito de tirolesa e arvorismo e se fosse permitido a entrada de adultos, eu era a primeira da fila. É engraçado pois enquanto a gente estava jantando sempre passava uma criança gritando sobre as nossas cabeças, haha! Enfim, era o nosso lugar de "baladinha" da noite, pra ficar mastigando algo e conversando sobre a vida, rindo das besteiras do dia... aff, já tô com saudade! :(


Comi sem freio! Eu perdi as contas de quantos açaís tomei lá, além dos milk shakes, docinhos e brebotos em geral: um sonho de férias! Em um dos dias jantamos na Santo Orégano, uma pizzaria que tem opções bem atrativas (inclusive de vinhos e entradinhas)!

Marechal Deodoro: que fofura!
Fomos numa carreira sem fim para Marechal Deodoro, pois saímos muito tarde de Barra de São Miguel (inclusive quase atropelei um pato na estrada) e eu estava com medo de ficar escuro rapidão, mas tipo... é super perto: pouco mais de 18km. O motivo da pressa? Perdemos um tempo danado indo visitar o Lago Azul e já adianto: não recomendo, o lugar é um balneário que infelizmente não tem conservação suficiente e é uma pena ver a situação de abandono, sem contar que o acesso é punk, por uns canaviais e com zero sinalização. Fuja!


Passada a minha raiva (pois se tem uma coisa que me dá entojo é perder tempo!) fomos voando para Marechal e logo quando chegamos lá ficamos encantadas com a quantidade de igrejas e o clima de "passado" que a cidade tem. Essa aí de cima é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Ela é lindinha e de acordo com as googladas marotas, a obra tem traços do estilo rococó (adoro esse nome). É um colorido tão bonito espalhado lá... E tem algumas ladeiras e árvores bem verdonas e grandes... queria voltar com mais tempo e calma, o lugar merece!


O município foi a primeira capital de Alagoas e é a cidade onde nasceu Deodoro da Fonseca (inclusive é possível visitar a casa dele). Dá pra fazer passeios bem legais na orla de lá, que é simples mas bem bonitinha (onde tem esse píer e um monte de barcos), e um dos principais atrativos turísticos, além do Centro Histórico, é a lagoa Manguaba.



O convento de São Francisco é lindo e é parada obrigatória! A construção em estilo barroco e neoclássico (obrigada, Google!) é realmente imponente e dá um charme todo especial à área central da cidade. Quando fomos estava tudo fechado, mas a dica (para quem gosta) é visitar o Museu de Arte Sacra que tem lá!


Plus: em Maceió, visite a Pizzaria Saloon
Se você não for pego pelo ritmo da Ragatanga do Açaí Concept (você vai no banheiro e tem uma franquia lá, você tá dendágua e vai aparecer alguém em alto mar vendendo, você tá dormindo em qualquer área de Maceió e ele vem em sonho), recomendo esse investimento gastronômico em Maceió: Pizzaria Saloon! O lugar é engraçado, bem country Alabama Feelings (com garçons vestidos à caráter e tudo) e o melhor: pizzas deliciosas e com os sabores mais estranhos e criativos que eu já vi na vida. Rodízio recomendadíssimo!


Então, é isso... muuuuito a grosso modo foram essas as minhas férias num animado (inesquecível e lindo) Verão alagoano. Rezando muito para ter saúde e disposição para trabalhar bastante e ter essa vida mansa novamente na oportunidade mais próxima.

Fui! :*

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