Passeio turistão de domingo em Recife e Olinda

17:19


Domingo sem passeio não tem graça e foi pensando nisso que tentei fazer um roteirinho (simples mas que me tirasse de casa!) para aproveitar esse dia na cidade para onde acabei de me mudar: Recife, em Pernambuco. Basicamente: passeio de barco no Recife Antigo, passadinha em Olinda e pra finalizar uma confeitaria que eu estava paquerando há tempos no bairro de Apipucos. Simbora? Para começar fui matando minha curiosidade pelas opções do básico-turistão: ir até o Recife Antigo e fazer a travessia de barco até o Parque das Esculturas Francisco Brennand.


Por mais que te digam que é besteira, faça! Eu tenho agonia de quem menospreza os pequenos prazeres e alegrias que os passeios simples podem nos trazer. Vá por mim, é engraçado e é bonito, mas também não espere luxo: você provavelmente vai se molhar, descer do barco quase caindo (como eu) e embarcar com um montão de ciclistas (então respeite os espaços das bicicletas!). São apenas R$ 5,00 (ida e volta) com embarcações saindo a todo tempo do Marco Zero e não tem mistério, não tem burocracia, é só entrar e pá-pum: em menos de cinco minutos você tá lá do outro lado.


Muita gente vai pra lá fazer piquenique, pedalar, leva lanches, tiram fotos até não querer mais (meu caso) e obviamente podem caminhar um bocado para ver as 90 obras do escultor e artista plástico pernambucano Francisco Brennand.


Já passava de meio dia e na hora da volta a fome já estava apertando. Almoçamos nas barraquinhas que vendem lanches no Recife Antigo, que estava bem agitado por causa do Festival Rua, demos sorte! Fui logo garantir meu gloss de azeite de dendê comendo um acarajé delicioso (R$ 10,00) e Moab (meu namorado) acertou e muito pedindo um pratão de macaxeira com linguiça, farofa e feijão verde (custou R$ 10,00). Melhor custo benefício!


Passeio gastronômico nos precinhos é a pedida por lá! Se você gosta de comida de rua e não tem medo de colocar o estômago à prova com a mistura de tantos sabores, vai na fé! Comigo nunca deu errado! ;) Como estava rolando um festival de cerveja artesanal, Moab foi no "três copos por R$ 20,00" da DeBron e um salsichão de R$ 4,00 para acompanhar. Se eu já vi mais alegre, não me lembro!


Uma dica pra quem vai ao Recife Antigo de carro e quer escapar da abordagem (às vezes chata demais!) dos flanelinhas que chegam cobrando preços abusivos pra cima dos turistas: sempre vou para o estacionamento do Shopping Paço Alfândega, que fica aberto até de noite e aos domingos tem tarifa única de R$ 10,00. Confortável, seguro, super organizado e precisando de banheiro e caixa eletrônico, tá tudo ali pertinho! No mais é caminhar bastante e tomar cuidado com as topadas pois é difícil não ficar bestinha e olhando fixo para os prédios lindões que tem por lá!


Depois de muito bater perna no Recife Antigo, fomos até Olinda. Dica: um dia antes visitamos a cidade e fomos apresentados a um lugar maravilhoso pra comer, a Casa de Noca ou como se diz por aqui, "a melhor macaxeira do mundo". A princípio fiquei desconfiando do título mas bastou a primeira garfada e sim, amigos e amigas, é a coisa mais deliciosa da vida! Um pratão responsa para quatro pessoas (mas que comem cinco facilmente) sai a mais ou menos R$100,00. Agora é o seguinte: é uma montanha de respeito que leva muita carne e muito (muito!) queijo, é pra sair de lá cheio! Não é difícil de achar o restaurante, fica na Rua da Bertioga. Não tirei fotos de lá, fico devendo essa!


Como não dá pra conhecer muito de Olinda em um dia, resolvemos voltar lá mas foi super rápido e só deu tempo visitar o Mosteiro de São Bento e dar uma sacada de como a cidade funciona no domingo e vou logo adiantando: é animado! Ensaios de Maracatu, gente bebendo cerveja de boa nas calçadas dos barzinhos, muito restaurante bonitinho (ai, que nervoso pra conhecer um bocado!). Só sei que eu já catei aqui nesse blog lindíssimo um montão de dicas e já vou adicionar ao roteiro!


Na volta para Recife fomos direto para Apipucos pois eu estava doida para conhecer a Confeitaria Pernambucana. Todas as vezes que eu voltava da UFPE pra casa ficava paquerando com esse lugar, que fica em um casarão do século 18. Trata-se de uma casa que tem como especialidade doces portugueses mas o cardápio também conta com sanduíches, empadas (a de camarão é divina!) e até que enfim pude matar minha curiosidade. O ambiente é lindíssimo e o pastel de Belém acompanhado de um café com leite quentinho era tudo o que eu precisava pra terminar o domingo em paz! Não tirei fotos decentes lá e por isso roubei essa abaixo da página oficial deles. Visitem, vale muito à pena!


É isso, um fim de semana apaziguando minha vontade de bater perna! Nos últimos tempos tenho percebido o quanto gosto dos domingos. É que nesse dia as pessoas no meio da rua, com bicicletas ou de mãos dadas com crianças, com roupa de ginástica ou aquela produção escolhida a dedo pra impressionar um paquerinha, parecem ser mais leves, mais felizes, dando a impressão de que estão vivendo o que realmente gostariam se não fosse uma segunda-feira  medonha lembrando que uma rotina exaustiva está à espreita. Não deveria ser assim, nera? :)


Domingo é dia santo mesmo, de tentar observar a cidade, de ver as ruas menos manchadas de carro e dando espaço para outros barulhos que não sejam de buzina, de comer algo que não seja o cardápio regrado de sempre. Acho importantíssimo essas pausas para lembrar que não somos robôs e esse passeio me ajudou muito nesse exercício de tentar viver mais os dias e não simplesmente atravessá-los. Já querendo as próximas! 💖

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1 comentários

  1. Mulher, amo teu blog, sempre fico com uma vontade enorme de conhecer o lugar. Nesse post em especial, fiquei arrependida, pois quando fui ao Marco Zero não tive coragem de passar para o outro lado, mas na próxima com certeza irei conhecer as obras.

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